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Um olhar económico à final da Liga dos Campeões

Autor Mário Rui Ventura em Terça-feira, 26 Maio 2009Sem Comentarios

Amanhã, serão mais de 80 milhões os adeptos afectos a cada uma das equipas, espalhados por toda a Europa, de olhos postos na televisão para uma das finais mais esperadas da Liga dos Campeões. Frente ao Barcelona, o Manchester United será a primeira equipa tentar revalidar o título alcançado na época anterior, desde que esta competição foi criada, em 1992.

Foto: UEFA
Foto: UEFA

Depois de vencer a Taça da Liga, a Premier League e o Mundial de Clubes, este será o quarto título que a equipa de Alex Ferguson tenta conquistar em 2008/2009. Do outro lado estará uma constelação de estrelas guiadas por Pepe Guardiola, que vai tentar impedir o percurso impressionante de 25 jogos sem perder dos ‘red devils’ na liga milionária.

São dois dos clubes mais populares do Mundo e, quase unanimemente, as duas equipas que melhor futebol praticaram esta época. Os catalães possuem cerca de 44,2 milhões de fãs em 16 mercados espalhados pelo globo, enquanto o Manchester United ronda os 38 milhões. Em relação à época passada, os clubes aproximaram-se no que diz respeito à afinidade dos adeptos de futebol, muito graças à tal conquista da Liga dos Campeões por parte de Cristiano Ronaldo e companhia.

Nos tais 16 mercados-alvo dos dois finalistas, cerca de 40 por cento da população demonstra um grande interesse nesta final. Em Itália, onde o derradeiro encontro vai ter lugar, o nível de interesse sobe quase aos 50 por cento. Apesar da popularidade global do Barcelona, o clube espanhol atrai menos adeptos ao estádio. O Camp Nou tem mais 20 mil lugares que Old Trafford mas, segundo os dados de assistência do ano passado, o campeão inglês sai a ganhar, com uma taxa de utilização na ordem dos 99 por cento, enquanto que o campeão espanhol teve a sua capacidade utilizada em apenas 71 por cento.

Gráfico: Sport+Markt
Gráfico: Sport+Markt

 

Apesar da menor receite de bilheteira, a verdade é que os rendimentos de ambas as sociedades desportivas estão a um nível muito semelhante e, não fosse o facto do Barcelona não ter um patrocinador mas sim um mecenato com a UNICEF, as receitas podiam chegar a um nível quase idêntico – os ‘red devils’ ainda recebem quase 17,7 milhões de euros da seguradora AIG, enquanto os catalães conseguem doar anualmente 1,5 milhões de euros para a UNICEF, um apoio que, segundo Joan Laporta, é para continuar.

Já em termos de plantel, a equipa de Pepe Guardiola investiu cerca de 194,5 milhões de euros na aquisição de jogadores nos últimos três anos, enquanto que o Manchester United ficou pelos 131,9 milhões de euros. De um lado e do outro, permanecem os dois principais candidatos ao prémio de melhor do Mundo: Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, cuja avaliação de passes desportivos pode muito bem chegar próximo dos tais valores gastos em transferências.

O Manchester United pode vencer o quarto troféu europeu em Roma e, segundo o FINTA & REMATA apurou, pode muito bem ganhar a oportunidade de contar com um novo patrocinador nas camisolas com um contrato anual de 65 milhões de euros. A ligação à American Internacional Group (AIG) dos últimos três anos está a chegar ao fim e, perante a possibilidade de se sagrar bicampeão europeu, o United vai colocar os valores das próximas negociações nesses patamares.

Os principais interessados são, neste momento, a Tata Group e a Air Aasia, duas empresas do mercado asiático, onde o Manchester United estende a olhos vistos o seu mercado. Em Julho, os ‘red devils’ voltam a viajar, pela quinta vez em 10 anos, para essa região, com o objectivo de disputar jogos amigáveis. Os países escolhidos são a China, Coreia do Sul, Malásia e, pela primeira vez, a Indonésia. Já o Barcelona aposta no mercado seguro dos Estados Unidos, com jogos já marcados para Agosto diante dos Los Angeles Galaxy e Seattle Sounders.

A final da Liga dos Campeões da última época valeu mais de 42 milhões de euros em direitos televisivos e prémios de jogo para o Manchester United, segundo dados oficiais da UEFA. Ainda assim, vencer a competição tem os seus gastos. Segundo dados do próprio clube, só no ano passado foram gastos 15,2 milhões de euros em prémios de jogo com os jogadores, entre vitórias na Europa e na Premier League. Já uma vitória do Barcelona tornaria o emblema catalão no primeiro clube espanhola a fazer a ‘tripleta’ – Liga dos Campeões, Liga Espanhola e Taça do Rei – no mesmo ano, colocando-os num nível de bónus de 39 milhões de euros, segundo a agência noticiosa Efe.

Gráfico: Sport+Markt
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