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São Paulo sem condições para o Mundial-2014

Autor Mário Rui Ventura em Sexta-feira, 12 Junho 2009Um Comentario

Depois do anúncio oficial das 12 cidades-sede escolhidas para receber o próximo Campeonato do Mundo de 2014, no Brasil, a FIFA, que cedeu na tradição de escolher apenas 10 estádios para a prova, vai agora exigir garantias e algumas mudanças nos projectos iniciais de cada cidade.

O principal problema está, segundo uma fonte próxima da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), na escolha de São Paulo como uma das cidades-sede, não pelas infra-estruturas já existentes mas sim pela falta de qualidade do Estádio do Morumbi, propriedade do São Paulo Futebol Clube.

Foto: Mundial-2014
Foto: Mundial-2014

Apesar da cidade de São Paulo possuir uma boa rede de hotéis e boas estruturas, nomeadamente a rede rodoviária, o estádio é o pior das 12 sedes escolhidas e, aliás, inferior a alguns projectos que foram eliminados. “A área de imprensa não agradou à FIFA, os 70 mil lugares a que se propuseram nunca serão atingidos e os balneários foram mal concebidos e não têm a qualidade exigida para uma prova desta grandeza”, referiu a mesma fonte ligada à CBF. Nos bastidores do futebol brasileiro, e enquanto se preparam as próximas visitas do comité da FIFA, adianta-se mesmo a possibilidade das alterações no projecto da cidade de São Paulo passarem pela construção de um novo estádio, de raiz, em vez da renovação do actual Morumbi. “É claro que São Paulo não vai perder a sede, pelo seu poderio económico, mas vai ter de fazer muitas alterações”, concluiu a fonte contactada.

Ainda assim, e mesmo com as críticas feitas ao projecto de renovação do Estádio, o comité organizador da cidade de São Paulo descarta a possibilidade de construir um estádio de raiz pelo facto de já não existir tempo suficiente para fazer correr todo o processo burocrático. A proposta inicial passa por um investimento de 10 mil milhões de euros, contemplando infra-estruturas e mobilidades urbanas.

Entre as possibilidades entretanto avançadas para a construção de um novo estádio na cidade, estaria uma área em Pirituba, na zona oeste da capital. Confrontada com essa possibilidade, Caio Luiz de Carvalho, coordenador do comité organizador da cidade, referiu que “o espaço de facto existe, com uma área de quatro milhões de metros quadrados, dois milhões de áreas verdes e com um projecto de construção de 800 mil metros, o Novo Anhembi, que integrará um espaço para exposições, uma arena para espectáculos e dois hotéis” mas, segundo o responsável, “depois teríamos de passar por uma fase de desapopriação, porque uma parte da área seria utilizada por uma empresa privada e existiria toda uma burocracia para a construção”. Já o governador de São Paulo, José Serra, identificou um outro problema na possibilidade de construir um novo estádio: “Teríamos um elefante branco e passávamos a ter quatro esqueletos: o Morumbi, o Pacaembu, o Palestra Itália e o Canindé”.

Deste modo, o São Paulo Futebol Clube vai mesmo avançar com o projecto de renovação do actual estádio Morumbi, da autoria do arquitecto brasileiro Ruy Ohtaje, em parceria com o norte-americano David Aedas. O primeiro objectivo passa agora por fazer rapidamente todas as alterações necessárias no projecto enviado originalmente à FIFA e, posteriormente, encontrar seis a dez parceiros para viabilizar toda a obra, orçada em cerca de 48 milhões de euros e que com as alterações poderá ultrapassar a fasquia dos 90 milhões de euros.

Foto: Mundial-2014
Foto: Mundial-2014

 

Para evitar os atrasos verificados nos jogos Pan-Americanos, realizados no Rio de Janeiro, em 2007, o Comité Organizador do Mundial-2014, presidido por Ricardo Teixeira, quer ver todas as alterações propostas e aceites o mais rapidamente possível, sobretudo em relação aos estádios. “O Mundial de 2014 está a começar, é como se tivéssemos passado no primeiro teste. Agora, temos outro cinco até à licenciatura, desde o primeiro jogo até à final do Mundial”, referiu Ricardo Teixeira.

A necessidade de melhorias em todas as cidades-sede, sobretudo em São Paulo, é tão evidente que nem mesmo os membros da FIFA conseguem evitar o desconforto. O secretário-geral do órgão que superintende o futebol mundial, Jeróme Valcke, admitiu publicamente que nenhuma cidade estaria minimamente preparada para o evento se ele se realizasse este ano. As prioridades, além dos requisitos a cumprir nos estádios, vão passar por um avultado investimento em transportes, segurança, telecomunicações e aeroportos.

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Um Comentario »

  • mauro sergio de jesus escreveu:

    sou são paulino e me orgulho muito disso e tenho serteza que o são paulo fara o di melhor para o nosso clube

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