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Que sufoco!

Autor Raphael Martins em Terça-feira, 16 Junho 2009Sem Comentarios

Depois de duas grandes vitórias nas Eliminatórias Sul-Americanas, sobre Uruguai e Paraguai, o torcedor brasileiro esperava uma nova goleada sobre o Egito, na estréia das duas selecções na Copa das Confederações.

Ao fim do primeiro tempo, com o placar marcando 3 a 1 e o Brasil jogando bem, parecia que a vitória já estava consumada. Mas não foi assim. Tão logo começou a segunda metade do jogo, o Egito aproveitou a sonolência da equipa brasileira. Com a sensação de escore já consumado, os jogadores canarinhos mostraram displicência e desatenção.

Foto: Andre Penner/AP Photo
Foto: Andre Penner/AP Photo

Isso fez com que os egípcios passassem ao ataque e deixassem de temer o Brasil. Os africanos descobriram que o monstro não era tão assustador como acreditavam. Bravamente, o Egito passou a jogar de igual para igual e conseguiu o empate.

A igualdade mostrou as falhas do escrete brasileiro. Juan e Lúcio já não se entendiam na defesa. Kléber, na lateral-esquerda, sempre tímido no apoio e falho na marcação, desapareceu do jogo. Pelo lado direito, Daniel Alves errava jogadas fáceis. Robinho era um fantasma em campo. Kaká, se não tivesse marcado o primeiro golo passaria despercebido até então. Com isso a bola não chegava a Luis Fabiano, isolado no ataque. Dunga colocou o novo benfiquista Ramires no lugar de Elano, e Alexandre Pato substituiu Robinho. Nada mudou. Aliás, o Egito partia cada vez mais ao ataque e jogava melhor.

Então, já nos acréscimos ocorreu o lance capital do jogo. O pênalti literalmente caiu do céu. A infração realmente houve, pois o jogador egípcio tirou com o braço uma bola que entraria em sua meta. Mas a dúvida é se o árbitro realmente viu tal infração. Ao que parece ele marcou tiro de canto, assim como seu auxiliar. Ambos teriam sido avisados pelo sistema de comunicação existente com o árbitro reserva. Este, teria visto o lance por um monitor de TV. Ora, mesmo que a decisão de marcar a penalidade tenha sido acertada, ela foi no mínimo estapafúrdia. Pois a FIFA não permite que os árbitros consultem recursos eletrônicos para se esclarecer lances duvidosos.

Como os jogadores brasileiros não tinham nada a ver com isso, Kaká pegou a bola e fez a cobrança com extrema perfeição. Fim de jogo, Brasil 4 a 3. Mas o empate seria um resultado mais justo.

Brasileirão

Abro espaço para falar da sexta rodada do Campeonato Brasileiro. Destaque para a surpreendente liderança do Atlético Mineiro. O time, que antes era considerado candidato ao descenso, mostra boa forma sob o comando do técnico Celso Roth. O atacante Diego Tardelli está com faro goleador apurado, e a massa atleticana só tem a comemorar depois da excelente vitória de 3 a 0 sobre o Náutico.

Foto: Denis Ferreira Netto/Futura Press
Foto: Denis Ferreira Netto/Futura Press

 

Já dos que foram apontados como grandes candidatos ao título antes do campeonato começar, Flamengo e São Paulo decepcionam. O rubro-negro foi massacrado pelo Coritiba, no Paraná. O placar de 5 a 0 foi pequeno tal a superioridade dos paranaenses e à incompetência do Flamengo. Soma-se a isso as trapalhadas da defesa e as falhas gritantes do arqueiro Bruno. Um verdadeiro desastre.

O São Paulo continua mostrando um futebol burocrático. Só que antes funcionava e agora os resultados não vêm. O tricolor paulista apenas empatou com o pequeno Santo André, em 1 a 1, em pleno Morumbi. O tricampeão brasileiro mostra um jogo previsível. Se quiser fazer boa campanha no nacional e seguir adiante na Taça Libertadores, Muricy Ramalho deve mudar a forma dessa equipe actuar. Sobram passes laterais e jogadas aéreas, e falta criatividade e beleza do jogo. Até aqui deu certo, mas até quando esse jogo burocrático são-paulino dará resultado?

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