O Sporting e o mercado
Os ingredientes necessários: 1/2 litro de leite, 8 fatias de pão de forma, 6 ovos, 6 colheres de açúcar, casca de meio limão,2 paus de canela, óleo, açúcar e canela q.b. Ferva o leite com o açúcar, a casca de limão e os paus de canela. Deixe arrefecer. Bata os ovos com um garfo. Passe as fatias de pão pelo leite e depois pelos ovos batidos. Aqueça bem o óleo e frite as fatias de pão dos dois lados. Escorra-as sobre papel absorvente e passe-as por uma mistura de açúcar e canela.
Agora que já falei da receita das rabanadas, falemos do Sporting. De um momento para o outro, com o regresso do Sporting ao mercado, parece que qualquer que seja o jogador que vá vestir a nossa camisola, simplesmente não presta. Não tem qualidade. O João Pereira porque gozou anos e anos com o nosso clube, porque é um lampião assumido, porque veste cuecas vermelhas, etc, etc. Mas ninguém diz que é o melhor lateral, que provavelmente poderíamos contratar. Foi caro? Certamente. Não tenho dúvidas que vivemos a dificuldade da especulação criada pelo Braga.
Pongolle, de um dia para o outro passou a ser um jogador banal. Um terrorista dos balneários. Porque assumiu que o Atlético de Madrid era uma merda (uma verdade absoluta, os seus adeptos vivem com o medo de descer de divisão), logo surgiram as reacções que provavelmente estaríamos perante um Rochemback em bruto. Que o valor a pagar por ele foi demasiado.
Agrada-me neste regresso do Sporting ao mercado 2 caminhos, se é que podemos dizer desta forma. Abandonar o modelo onde apenas com jogadores formados na casa poderíamos ser campeões. Desinvestir e deixar que os adversários se reforçassem acreditando que mesmo assim poderíamos ser campeões. E o outro caminho, antecipar receitas, numa óptica de reforço da equipa para conseguir resultados desportivos que possam (não há certezas) derivar para resultados financeiros. Foi o que acabou de acontecer na reabertura do mercado de Inverno. O dinheiro para as novas contratações, parte, vem das receitas futuras da renegociação com a PT e o novo contrato publicitário.
Não sei se o Sporting vai ter sucesso com esta abordagem. Eu, volto a realçar, fico contente com o regresso do Sporting ao mercado. Parece-me que as contratações estão a ser ponderadas. Um lateral com condições para ser titular logo no primeiro jogo que fizer pelo Sporting e com muita vontade de triunfar. Um atacante que poderá fazer dupla com Liedson, e nesta primeira fase susbtituí-lo, garantido “faro de golo”, um central, que dizem de qualidade, que apesar de tudo ainda não se percebe bem se é ou não reforço.
E o mercado ainda mexe. Falta no meu entendimento, um defesa central, um lateral esquerdo com experiência e que saiba fechar bem, e ao que parece estamos no bom caminho para conseguir um excelente jogador. Vale a pena esperar porque parece que vai haver uma boa surpresa, e por fim, mesmo no fim, se houvesse possibilidade, um atacante não seria uma má opção para que pudéssemos acreditar que apesar do título de campeão de nacional ser praticamente impossível, há ainda a Liga Europa, a Taça de Portugal e a Taça da Liga para conquistar!
Será este o melhor caminho? Não sei. Não sou vidente, e não me atrevo neste momento a fazer futurologia!
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Pedro, discordo em absoluto. O Sporting está a hipotecar uma década de gestão rigorosa por 6 meses em que a nada mais pode aspirar do que a ficar menos mal na fotografia.
A solução para o Sporting era simples: anunciar a temporada como perdida e ao mesmo tempo anunciar que se estava já a preparar a próxima. Tirava-se a pressão da equipa e, tendo o sporting o plantel que tem, facilmente chegava ao 4º lugar e quem sabe até um pouco mais (sem pressão as vitórias sorririam facilmente). Ao mesmo tempo, havia 6 meses para aferir se Pereirinha e Saleiro são ou não jogadores com quem o Sporting pode contar. Saleiro teve uma oportunidade e resolveu um jogo. 2 semanas depois, olha-se ao plantel e parece que já não volta a jogar mais. Depois, ia-se ao mercado, mas numa perspectiva de médio prazo. Ia-se buscar Mano (Belenenses) e Sílvio (Rio Ave), baratinhos e com qualidade mínima, e começava já nestes 6 meses a dar-lhes “cheiro” a Sporting. O mesmo poderia ser feito noutros casos específicos: Fábio Faria deverá ser impossível, mas Vitor Gomes estaria ao alcance.
Esta é a minha óptica. Acho que o SCP tem sido, apesar das dificuldades, o clube melhor gerido em Portugal. E tem conseguido resultados. Há que ter noção que em condições normais o SCP não tem dimensão social e financeira para ombrear com Porto e Benfica.
Luciano,
Obviamente tens todo o direito de discordar e fundamentaste a tua opinião, mas eu acredito que o Sporting se reforçou e necessitava de se reforçar para uma segunda parte de uma época que ainda não está perdida. O campeonato não conta, mas há Taça de Portugal, da Liga e Liga Europa.
Há jogadores que falas que podem ser interessantes, mas é ncessário apostar em jogadores que já deram provas de qualidade e que em pouco tempo podem aumentar a dinâmica do nosso actual plantel. Que foi mal delineado e desenhado sem qualidade.
Pedro, claro que o caminho seguido pelo SCP tem algum sentido, mas não é na minha óptica o mais correcto. A Taça da Liga nada salva, na Liga Europa o SCP não ambiciona muito e resta a Taça de Portugal (onde já nem está o Benfica).
Quanto a aumentar a dinâmica da equipa, uma equipa é um todo e não as individualidades. Não é por o João Pereira entrar no SCP que o problema está resolvido. Nem o Pongolle. O problema do SCP está muito para além das 4 linhas. Um abraço e bom 2010!
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