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Desafogo Imperial

Autor Raphael Martins em Terça-feira, 16 Março 2010Sem Comentarios

“Que Deus perdoe estas pessoas ruins”, era a frase estampada na camisa mostrada por Adriano após marcar o gol de pênalti, que garantiu a vitória do Flamengo no clássico contra o Vasco. Foi o desabafo do jogador, que durante a semana se viu massacrado pela opinião pública e pelos jornais, que a todo contavam detalhes de sua controversa vida privada.

Não quero defender Adriano, afinal não sou seu advogado e sequer o conheço pessoalmente. Não concordo com o seu estilo de vida, mas isso não me dá o direito de criticá-lo por tal. Cada um faz o que quiser em seu momento de folga. A mim não interessa a vida privada do jogador, e sim o que ele faz dentro de campo. Quando o resultado desta vida desregrada se refletir em seu rendimento como jogador, aí sim terei subsídio para criticar a sua vida privada.

Adriano é mais um de uma longa lista de gênios futebolísticos de perfis polêmicos. Maradona, George Best e Garrincha são os exemplos mais notórios. Há também o caso do português Victor Baptista, “O rapaz do brinco”, como ficou imortalizado. Ídolos que poderiam ter sido lembrados apenas como extra-série, mas também buscaram um caminho nebuloso nas drogas e no álcool. Todos pagaram a conseqüência trágica de seus feitos. Adriano está ciente disso.

Por isso ainda há tempo para ele se libertar desta dupla vida. Enquanto houver possibilidade para tanto, continuarei a acreditar no potencial do Imperador.

Foto: Futura Press

 

Clássico do desperdício

De uma maneira geral, o clássico entre Flamengo e Vasco pelo Campeonato Carioca foi bastante equilibrado. Talvez um empate fosse o resultado mais justo. Ambas equipes criaram e desperdiçaram chances de gol. Mas o mais impressionante foi o fato do jogo ter sido definido da marca do pênalti. O cruzmaltino teve o primeiro a seu favor, bem marcado pela arbitragem. Coube ao atacante Dodô bater. Chutou fraco para a fácil defesa do goleiro Bruno. Depois, ainda no primeiro tempo, o Flamengo teve ma penalidade a seu favor, não marcada pelo árbitro Péricles Bassols.

Na segunda etapa, outro pênalti, desta vez mal marcado, a favor do rubro-negro. Cobrado e convertido por Adriano. O Fla liderava por 1 a 0. Logo depois o Vasco teve a sua segunda chance na marca penal. Infração bem marcada. Aí, Dodô mais uma vez se apresentou para cobrar. Outra vez bateu mal, facilitando a defesa de Bruno.

Os vascaínos reclamaram da arbitragem, pelo pênalti decisivo a favor do Flamengo. Deveriam na verdade reclamar de seu cobrador, responsável maior pela derrota de sua equipe.

Sete golos na Vila

Todos achavam que o Santos iria golear o Palmeiras. Afinal, o time da Vila Belmiro, vinha de exibições fantásticas, incluído um 10 a 0 sobre o fraquíssimo Naviraiense, pela Copa do Brasil. Já o alviverde estava em crise por conta de uma seqüência impressionante de derrotas. O Peixe abriu logo uma vantagem de 2 a 0 nos primeiros minutos, através de Pará e Neymar. Outra goleada à vista? Nada disso. O Palmeiras reagiu, virou para 3 a 2, com três gols de Robert. Desafiado, o Santos continuou no ataque, até conseguir o empate em 3 a 3, com Madson cobrando falta. Empate sacramentado? Nada disso! O Palmeiras queria a vitória, queria quebrar o encanto do time invencível do Santos. E conseguiu. Diego Souza foi o nome do herói palmeirense, marcando o quarto gol. Um clássico digno de um Santos e Palmeiras.

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