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Campeão sem faixa(s)

Autor Pedro Jerónimo em Segunda-feira, 25 Maio 2009Sem Comentarios

Apoteose em Aveiro, com continuidade em Leiria. A equipa da cidade do Lis está de regresso à 1.ª Liga, um ano depois… e de um arranque descrente. Começou Paulo Alves (até à 7.ª jornada), chegou depois Manuel Fernandes (a partir da 8ª. Jornada), o principal culpado por uma segunda volta irrepreensível da U. Leiria: equipa com mais pontos conquistados (37 em 45 possíveis), melhor defesa (29 golos sofridos) e segundo melhor ataque (46 golos marcados, contra 52 do Olhanense). Apesar de não ter terminado no 1.º lugar, foi o campeão da segunda metade da Liga de Honra.

Os leirienses iniciaram a Liga de Honra 2008/09 como crónicos candidatos à subida, porém, nas primeiras sete jornadas não foram além dos sete pontos (uma vitória e três empates). Ocupavam o 13.º lugar – Olhanense era 1.º e Santa Clara 2.º. Entretanto, chegou Manuel Fernandes, que revitalizou por completo a equipa. Contas feitas, foram 14 vitórias, 6 empates e 3 derrotas, sob o seu comando técnico (só na segunda volta foram 11 vitórias, 2 empates e 2 derrotas). Outro dos feitos da U. Leiria foi ter conseguido uma importante marca de 9 jogos sem perder, registo apenas superado pelo “rei dos empates”, Vizela, com 14 jogos sem perder.

Foto: Manuel Azevedo/Record
Foto: Manuel Azevedo/Record

 

Numa equipa que valeu pelo colectivo, ao longo da época houve alguns elementos que se destacaram.

Começando pela baliza, Fernando era a “jóia da coroa”, no inicio da época, e uma garantia para o quarteto defensivo. Em Janeiro saiu para o Vasco da Gama e foi substituído no lugar por Ricardo (emprestado pela Académica), que rapidamente “fez esquecer” o seu colega de posição. Sofreu 14 golos, contra 15 de Fernando.

Na defesa, o brasileiro Luiz Carlos e o burkinês Mamadou Tall formaram uma dupla de centrais consistente. Destaque para o primeiro, que revelou ainda dotes de goleador (6 golos) e acabou por se revelar uma peça preponderante na equipa, já que foi o segundo atletas mais utilizado do plantel (27 jogos, 2240 minutos).
No meio-campo, Tiago foi o “capitão” que a equipa precisava. Aliou à garra que o caracteriza, a experiência dos seus 33 anos (faz 34 no próximo dia 4 de Julho) e das passagens por clubes como o Marítimo, Benfica ou Boavista. Jogou 28 dos 30 jogos disputados pela U. Leiria na Liga de Honra, o que fez dele o mais utilizado por Manuel Fernandes. Quem lhe fez companhia no “miolo” foi o cabo-verdiano Marco Soares (26 jogos, 2 golos), que também foi uma importante peça na cobertura defensiva. Mais à frente, Ricardo Pateiro (25 jogos, 1 golos) e Pedro Cervantes (21 jogos, 2 golos) foram os criativos de serviço.

Na frente, Cássio (26 jogos, 15 golos) e Carlão (11 jogos, 10 golos) formaram a melhor dupla de ataque das ligas profissionais. O primeiro esteve “sozinho” durante parte da época, até à chegada do segundo. Carlão acabaria por retirar algum protagonismo ao seu colega, com uma média de quase um golo por jogo. O momento alto foi o “poker” na goleada (5-1) ao campeão Olhanense, que ajudou a encarrilar a equipa rumo à subida. Quanto a Cássio, sagrou-se o segundo melhor marcador da Liga de Honra, atrás de Djalmir (Olhanense), com 20.

Uma última palavra para o público. Nos dois últimos jogos da época no Estádio Municipal de Leiria a afluência foi acima das 5000 pessoas, registos pouco usuais naquele espaço, em jogos da União. A este “fenómeno”, junte-se a afluência – cerca de 3000 pessoas – que fizeram a festa da subida com a equipa. Terá este “passo atrás” (presença na Liga de Honra) ter sido um motivo para “dar dois à frente” (aproximação dos adeptos)? Para conferir na edição 2009/10 da 1.ª Liga. Até lá.

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