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A 16ª Supertaça do FC Porto

Autor Pedro Serôdio em Segunda-feira, 10 Agosto 2009Sem Comentarios

O Municipal de Aveiro, a meia-casa, acolhe o início da época 2009/2010. Supertaça Cândido de Oliveira. Porto e Paços de Ferreira discutem o troféu. Antes do apito inicial presença forte mas olhar distante de Bruno Alves. A tentação de outras paragens, de outro destino? Sonhos esfumados de vez? O grande capitão responderia a preceito mais à frente.

Foto: Nacho Doce/Reuters
Foto: Nacho Doce/Reuters

Jesualdo mantém-se fiel ao 4-3-3. Hélton continua dono da baliza. Fucile à direita, mostra vontade, sobe com bola, mas a defender revela-se lento e pouco ágil. Rolando e Bruno Alves seguram e orientam a defesa sem problemas. À esquerda o uruguaio Álvaro ataca melhor do que defende arriscando em demasia nos tempos de entrada à bola, cometendo faltas desnecessárias. Como âncora defensiva da equipa, o hábil Fernando, ainda que discreto mantém intactas as suas melhores virtudes. De passada larga, boa colocação, inteligência, visão de jogo, e preciso no passe, o brasileiro é indiscutível.

Belluschi começa como médio interior direito, com vontade, saindo a jogar, soltando rápido e aparecendo depois junto à área, em velocidade, sem bola, para receber. Mas o argentino sobe rápido de mais, com pressa de chegar à zona onde, por natureza, se sente melhor, e pode decidir. Quando chega, em vez de recepcionar em progressão, a bola surge-lhe por trás. Tem que parar e aí a jogada já morreu. Mais “10” que “8”, Belluschi está a aprender a controlar ritmos, avanços e recuos para equilibrar a equipa. Natural a sua saída ao intervalo. A seu lado, como médio-interior esquerdo, quase de perfil, Raúl Meireles. A defender, entre os dois, um-dois metros de distância em profundidade. A atacar revezam-se, com Meireles a ficar mais vezes.

Foto: Nacho Doce/Reuters
Foto: Nacho Doce/Reuters

Na frente, o pujante Varela, pela direita, vai conquistando o seu espaço, sem alvoroço mas com muita garra e determinação. Ainda sem grandes números técnicos, mostra força e potência para atacar a titularidade. O colosso Hulk surge, de início, no meio, mas essa não parece ser a sua dimensão. Hulk precisa de espaço para explodir em velocidade, e aparecer lançado, em progressão, desde trás, então sim imparável. Inicialmente à esquerda, aparece Mariano, vaivém defesa-ataque, já em ritmo muito apreciável. Sem grandes soluções durante a primeira parte, período onde concedeu espaços e posse de bola excessiva ao Paços, o Porto, volta para a segunda parte ainda em 4-3-3, com Farías na área, Hulk à esquerda, recuando Mariano, para o meio, após a saída de Belluschi.

Com rotina de lugar, Mariano ocupa bem os espaços surgindo no centro-direita a passar, a progredir, no um-para-um, nem sempre bem mas com autoridade. Farías traz referência na área e instinto, como no golo. O argentino surge diferente, para melhor, mais lutador e incisivo e com um íman que o liga permanentemente à área. No decorrer da segunda parte, já com 1-0, Tomás Costa rende Varela para jogar de perfil com Meireles, subindo Mariano para a direita do ataque. A polivalência do argentino é muito apreciada.

Entretanto, salto louco de Bruno Alves, autêntico arranha-céus, para a cabeçada fulgurante e o 2-0. Enorme! Guarín ainda entra para o lugar de Meireles, em troca por troca, mas nada a acrescentar. Final de jogo, festa azul e “branda” e 16ª Supertaça para o Dragão.

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